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O que é um genograma familiar e como fazer o seu?

Você conhece os nomes de seus pais e avós, mas sabe como eram os relacionamentos entre eles?

Uma árvore genealógica mostra quem pertence à família. Já o genograma acrescenta informações sobre convivência, casamentos, separações, proximidade, conflitos e acontecimentos que marcaram diferentes gerações.

Por isso, ele pode ajudar quem pesquisa genealogia, história familiar e psicogenealogia.

O que é um genograma familiar?

O genograma é uma representação visual da estrutura de uma família. Ele se parece com uma árvore genealógica, mas registra mais informações sobre seus integrantes e suas relações.

Dependendo do objetivo, pode mostrar:

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  • Nascimentos e falecimentos;
  • Casamentos e separações;
  • Filhos biológicos e adotivos;
  • Pessoas que vivem na mesma casa;
  • Relações próximas ou conflituosas;
  • Migrações;
  • Profissões;
  • Acontecimentos importantes;
  • Pessoas que participaram da criação das crianças.

O genograma é utilizado em áreas como psicologia, terapia familiar, assistência social e saúde. Quando empregado para avaliação ou tratamento, deve ser interpretado por profissional habilitado.

Em uma pesquisa pessoal, podemos utilizá-lo somente para organizar informações e formular perguntas, sem diagnosticar ninguém.

Qual é a diferença entre árvore genealógica e genograma?

A árvore genealógica concentra-se principalmente na descendência e nas relações de parentesco.

Ela responde:

  • Quem eram meus antepassados?
  • Quem eram seus pais?
  • Com quem se casaram?
  • Quantos filhos tiveram?
  • Onde e quando viveram?

O genograma acrescenta outra perspectiva:

  • Quem criou determinada criança?
  • Quais pessoas eram muito próximas?
  • Houve separações ou afastamentos?
  • Quem morava na mesma casa?
  • Quais acontecimentos modificaram a família?
  • Como seus integrantes se relacionavam?

Podemos dizer que a árvore apresenta a estrutura da família, enquanto o genograma ajuda a visualizar sua organização e seus vínculos.

Como fazer um genograma familiar

Você pode começar utilizando papel, lápis e uma régua. Também existem programas especializados, mas eles não são indispensáveis para uma primeira experiência.

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1. Comece por você

Coloque seu nome e acrescente as informações básicas:

  • Data e local de nascimento;
  • Estado civil;
  • Nome dos pais;
  • Nome dos irmãos;
  • Nome dos filhos, quando houver.

Depois, avance para os avós e bisavós.

Três gerações já são suficientes para criar um primeiro genograma.

2. Registre os casamentos e filhos

Ligue os casais e organize os filhos por ordem de nascimento. Anote separações, novos casamentos, adoções e falecimentos quando essas informações forem relevantes.

Não exclua uma pessoa porque ela deixou de conviver com a família. Se ela pertence à estrutura familiar, sua presença pode ser importante para compreender os parentescos.

3. Acrescente acontecimentos importantes

Registre apenas informações relacionadas ao objetivo da pesquisa, como:

  • Mudanças de cidade;
  • Imigração;
  • Viúvez;
  • Perda de propriedades;
  • Mudança de profissão;
  • Participação religiosa;
  • Pessoas criadas por avós;
  • Períodos de afastamento;
  • Acontecimentos históricos que atingiram a família.

Evite transformar o genograma em um lugar para reunir comentários ofensivos ou acusações não comprovadas.

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4. Observe os relacionamentos

Se houver informações suficientes, você pode registrar relações de proximidade, afastamento ou conflito.

Entretanto, lembre-se de que duas pessoas podem recordar o mesmo relacionamento de formas diferentes. Escreva quem forneceu a informação e não apresente uma percepção pessoal como verdade absoluta.

Por exemplo:

“Segundo o relato de Maria, ela e a irmã permaneceram afastadas entre 1980 e 1985.”

Essa frase é mais responsável do que afirmar simplesmente que “as irmãs se odiavam”.

5. Registre as fontes

Ao lado de cada informação, anote sua origem:

  • Certidão;
  • Fotografia;
  • Carta;
  • Jornal;
  • Entrevista;
  • Registro religioso;
  • Lembrança pessoal;
  • Árvore encontrada na internet.

Classifique também o grau de certeza:

  • Comprovado: existe documento;
  • Relato familiar: foi contado por alguém;
  • Provável: existem diferentes indícios;
  • Hipótese: ainda precisa ser investigada;
  • Não confirmado: não há evidência suficiente.

Perguntas que ajudam a completar o genograma

Durante uma conversa com familiares, pergunte:

  1. Quem morava na mesma casa?
  2. Quem cuidava das crianças?
  3. Quais parentes eram mais próximos?
  4. Houve separações ou afastamentos?
  5. Por que a família mudou de cidade?
  6. Quem ajudava nos momentos difíceis?
  7. Quais profissões aparecem em várias gerações?
  8. Existem nomes que se repetem?
  9. Quais acontecimentos marcaram cada geração?
  10. Há alguma informação que ainda precisa ser confirmada?

Faça essas perguntas com respeito. A pessoa entrevistada não é obrigada a responder sobre acontecimentos dolorosos ou particulares.

O que podemos observar em um genograma?

Depois de organizar as informações, talvez você perceba:

  • Nomes recorrentes;
  • Profissões semelhantes;
  • Migrações realizadas pelo mesmo caminho;
  • Participação constante dos avós na criação;
  • Casamentos entre famílias conhecidas;
  • Mudanças importantes após uma perda;
  • Tradições preservadas durante várias gerações.

Essas observações servem para orientar novas pesquisas, não para estabelecer diagnósticos.

Se três gerações exerceram a mesma profissão, por exemplo, isso pode estar relacionado à transmissão de conhecimentos, à propriedade de um negócio ou às oportunidades disponíveis na região.

O genograma mostra a repetição, mas não prova sozinho por que ela aconteceu.

Cuidados com informações particulares

Um genograma pode conter dados sensíveis sobre pessoas vivas. Por isso:

  • Não publique informações particulares sem autorização;
  • Evite expor conflitos familiares;
  • Não atribua doenças ou diagnósticos;
  • Guarde documentos em local seguro;
  • Identifique claramente fatos e relatos;
  • Respeite quem não deseja participar;
  • Tenha cuidado ao compartilhar resultados de DNA, adoções ou filiações inesperadas.

Quando a investigação despertar sofrimento emocional intenso, procure um psicólogo ou outro profissional habilitado.

Conclusão

O genograma é uma ferramenta útil para visualizar pessoas, relações e acontecimentos de uma família. Ele complementa a árvore genealógica e ajuda a transformar uma coleção de nomes em uma história organizada.

Comece com três gerações, registre aquilo que sabe e procure documentos para confirmar as informações. Não se preocupe em preencher todas as lacunas de uma vez.

Um espaço vazio no genograma não representa o fim da pesquisa. Ele mostra onde a próxima descoberta pode começar.

Conte sua experiência

Você já montou um genograma ou uma árvore genealógica?

Conte nos comentários qual foi a informação mais difícil de encontrar, sem expor dados particulares de pessoas vivas.

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Mila Rolim

Casada 💍, pastora 🙏, pedagoga 🧠, mãe de 4 filhas 💕, avó coruja 👵 e empresária à frente do Empório Rolim 🥟. Apaixonada por genealogia 🌳, compartilho curiosidades da Família Rolim, além de dicas de relacionamento 💞 e bem-estar ✨ para inspirar laços fortes e vidas equilibradas! ❤️

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