Quem foi Tereza de Benguela?

Tereza era uma mulher negra, possivelmente da região de Benguela, na África (atual Angola). Após a morte de seu companheiro, José Piolho — fundador do quilombo —, ela assumiu a liderança da comunidade.
E não foi uma liderança qualquer. Sob seu comando, o Quilombo do Quariterê resistiu ao domínio colonial por mais de 20 anos, organizando a vida de centenas de pessoas negras e indígenas que fugiram da escravidão.
Como funcionava o Quilombo do Quariterê?
O quilombo era mais que um abrigo: era um povoado estruturado, com:
- Produção agrícola (milho, feijão, algodão);
- Tecelagem com fios de algodão e uso de tear;
- Comércio com vilas próximas;
- Sistema político com rainha, conselho e defesa armada.
Ela não apenas organizava a comunidade — ela também articulava estratégias de sobrevivência, relações comerciais e proteção contra ataques dos colonizadores.
O fim da resistência
Em 1770, o Quilombo do Quariterê foi destruído por forças da coroa portuguesa. Tereza foi capturada e, segundo alguns relatos, morreu na prisão. Outros dizem que cometeu suicídio para não ser escravizada novamente. Seu destino exato ainda é envolto em mistério.
Mas sua memória resistiu.
Um legado que inspira
Por volta de 2014, o Brasil instituiu oficialmente o 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, destacando sua importância na luta por igualdade, liberdade e dignidade.
Hoje é símbolo de:
- Liderança feminina negra
- Autonomia quilombola
- Coragem diante da opressão
- Resistência ancestral
🧬 Por que ela está no blog Família Rolim?
Aqui no blog Família Rolim, acreditamos que toda genealogia é feita de luta, história e identidade. Tereza de Benguela representa uma linhagem de resistência que atravessa o tempo — e que, mesmo sem árvore genealógica escrita em papel, vive nas memórias do povo.
Contar sua história é honrar as mulheres negras que construíram o Brasil com coragem, mesmo quando tudo parecia perdido. E isso também é legado de família.