Genealogia de Michael Jackson: Árvore e Raízes Históricas
Descubra a árvore genealógica de Michael Jackson, suas origens afro-americanas e indígenas nos Estados Unidos, seus ancestrais e a história de seus herdeiros.
A genealogia de Michael Jackson revela raízes afro-americanas e indígenas Choctaw profundamente entrelaçadas à história do sul dos Estados Unidos. O astro pop Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958, na cidade industrial de Gary, no estado de Indiana, e faleceu em 25 de junho de 2009, em Los Angeles, Califórnia. A trajetória de seus ancestrais reflete a superação da escravidão, migrações internas e um rico legado musical transmitido através de gerações.
Quem foram os pais e irmãos de Michael Jackson?
Michael Jackson foi o oitavo dos dez filhos de Joseph Walter Jackson (1928–2018) e Katherine Esther Scruse (nascida Katherine Esther Screws em 1930). O casal uniu duas linhagens com origens no Arkansas e no Alabama antes de se fixarem em Gary, Indiana, na década de 1940 em busca de empregos na indústria siderúrgica local.
A composição familiar direta de Michael Jackson inclui seus nove irmãos:
Maureen Reillette "Rebbie" Jackson (nascida em 1950)
Sigmund Esco "Jackie" Jackson (nascido em 1951)
Toriano Adaryll "Tito" Jackson (1953–2024)
Jermaine La Jaune Jackson (nascido em 1954)
La Toya Yvonne Jackson (nascida em 1956)
Marlon David Jackson (nascido em 1957)
Brandon Jackson (gêmeo de Marlon, falecido no parto em 1957)
Steven Randall "Randy" Jackson (nascido em 1961)
Janet Damita Jo Jackson (nascida em 1966)
Joseph Jackson também teve outra filha, Joh'Vonnie Jackson (nascida em 1974), fruto de um relacionamento extraconjugal. A família Jackson se consolidou internacionalmente no final dos anos 1960 através do conjunto musical The Jackson 5, organizado sob a rígida gerência paternal de Joseph.
A linhagem paterna: Os ancestrais da família Jackson
A linhagem paterna de Michael Jackson tem raízes diretas no estado de Mississippi e no Arkansas, marcadas pela escravidão no sul norte-americano. O pai de Michael, Joseph Walter Jackson, era filho de Samuel Joseph Jackson (1893–1993), um professor de escola primária, e de Crystal Lee King (1907–1992). Samuel Jackson viveu até os 100 anos de idade e foi uma figura influente na preservação da memória da linhagem.
O avô de Joseph Jackson chamava-se Israel Nero Jackson (1838–1934), filho de Jack Gale, um homem de ascendência indígena da etnia Choctaw e de origem africana. Israel Nero Jackson nasceu na condição de escravizado no estado de Louisiana e, após a Guerra Civil Americana e a Proclamação de Emancipação, adotou o sobrenome Jackson ao obter sua liberdade civil. A tradição oral e a documentação censitária mostram que a família Gale-Jackson manteve forte presença nas comunidades rurais do Arkansas e do Mississippi ao longo da segunda metade do século XIX.
A linhagem materna: Os ancestrais da família Scruse
A linhagem materna de Michael Jackson provém do estado do Alabama e conecta-se à história dos povos originários e das comunidades rurais negras sulistas. A mãe de Michael, Katherine Esther Scruse, nasceu no condado de Barbour, Alabama, filha de Prince Albert Screws (1907–1997) e Martha Mattie Upshaw (1907–1990). O sobrenome Screws foi posteriormente alterado para Scruse pela própria família para se distanciar de conotações indesejadas.
O bisavô materno de Katherine chamava-se Kendall Brown (nascido por volta de 1845), um homem escravizado no Alabama cuja mãe pertencia à nação indígena Choctaw. As pesquisas genealógicas na família Scruse-Upshaw mostram o trabalho agrícola em regime de parceria rural após a abolição americana. A mãe de Katherine, Martha Upshaw, era conhecida na comunidade por seus talentos vocais religiosos, influenciando o ambiente estritamente musical e a fé cristã cultivada no lar da família Jackson.
Árvore genealógica de Michael Jackson: Quatro gerações
A árvore genealógica direta de Michael Jackson organiza-se em quatro gerações documentadas de antepassados e seus três filhos:
Geração 1: O Indivíduo Focal
Michael Joseph Jackson (1958–2009)
Geração 2: Pais
Pai: Joseph Walter Jackson (1928–2018)
Mãe: Katherine Esther Scruse (1930–)
Geração 3: Avós
Avô paterno: Samuel Joseph Jackson (1893–1993)
Avó paterna: Crystal Lee King (1907–1992)
Avô materno: Prince Albert Screws/Scruse (1907–1997)
Avó materna: Martha Mattie Upshaw (1907–1990)
Geração 4: Bisavós conhecidos
Bisavô paterno (ramo Jackson): Israel Nero Jackson (1838–1934)
Bisavó paterna (ramo Jackson): Emeline Williams (1847–1921)
Bisavô materno (ramo Screws): Prince Screws (1880–1945)
Bisavó materna (ramo Screws): Mary Belle Bridges (1884–1965)
Descendentes de Michael Jackson: A geração seguinte
Michael Jackson deixou três filhos, que representam a continuidade de sua linha biológica e sucessória. O cantor casou-se duas vezes: primeiro com Lisa Marie Presley (1968–2023), filha de Elvis Presley, com quem não teve descendentes; e em segundas núpcias com Deborah Jeanne Rowe.
Os três descendentes diretos de Michael Jackson são:
Michael Joseph Jackson Jr. ("Prince Jackson"): Nascido em 13 de fevereiro de 1997 em Los Angeles, filho de Michael Jackson e Deborah Jeanne Rowe.
Paris-Michael Katherine Jackson: Nascida em 3 de abril de 1998 em Los Angeles, filha de Michael Jackson e Deborah Jeanne Rowe, atualmente atriz, modelo e cantora.
Prince Michael Jackson II ("Bigi Jackson", anteriormente "Blanket"): Nascido em 21 de fevereiro de 2002 em La Mesa, Califórnia, gerado por barriga de aluguel cuja identidade materna permanece sob sigilo legal.
Como pesquisar genealogias afro-americanas e de famílias famosas
A reconstrução da genealogia de famílias afro-americanas nos Estados Unidos apresenta desafios metodológicos específicos devido ao período da escravidão anterior ao ano de 1865. Antes do Censo dos Estados Unidos de 1870, a grande maioria dos afro-americanos não era registrada por nome próprio nos censos federais gerais, constando apenas numericamente nas chamadas "Listas de Escravos" (Slave Schedules) de 1850 e 1860 sob o sobrenome de seus proprietários.
Para reconstituir árvores genealógicas afro-americanas, utilizam-se os seguintes passos práticos:
Consulta ao Censo Federal dos EUA de 1870: É o primeiro censo nacional em que todos os afro-americanos livres foram listados nominalmente com idade, ocupação e local de nascimento.
Registros do Freedmen's Bureau (1865–1872): Documentos criados pelo governo federal americano que registram casamentos, contratos de trabalho, registros hospitalares e contas bancárias de libertos.
Inventários e Testamentos Rurais: Cartórios de condados no sul dos EUA mantêm registros de partilha onde antepassados eram inventariados nominalmente.
Testes de DNA Autossômico: O cruzamento genético em plataformas como AncestryDNA, MyHeritage e FamilyTreeDNA permite identificar conexões familiares distantes e origens étnicas africanas específicas anteriores à travessia atlântica.
A genealogia das famílias negras das Américas exige cruzar tradição oral com registros censitários e notariais, resgatando nomes que a história oficial tentou apagar.